terça-feira, 31 de julho de 2012

Usp revela que bebês nascidos por cesárias podem crescerem obesos!


Imagem ilustrativa

Gabriela tem 12 anos, pesa 93 quilos e usa manequim número 50: é considerada uma adgem olescente obesa. A mãe, Eliene dos Santos Cadurin, conta que filha tem alimentação saudável, mas nunca conseguiu controlar o peso. "Talvez o fato dela engordar seja realmente uma tendência do organismo”.

A explicação de Eliene é cientificamente possível. Uma pesquisa desenvolvida pela USP de Ribeirão Preto (SP) comprovou que crianças nascidas de cesárea – como no caso de Gabriela – têm 58% mais chances de se tornarem adultos obesos.
     
O principal motivo, segundo os pesquisadores, é que durante a cesariana o bebê não tem contato com o canal vaginal da mãe, que contém micro-organismos – principalmente bactérias – importantes para o desenvolvimento da flora intestinal do recém-nascido.

A pesquisa avaliou 6,8 mil bebês nascidos e cujas famílias residiam em Ribeirão Preto entre junho de 1978 e maio de 1979. Em abril de 2002 e maio de 2004, 2 mil indivíduos do mesmo grupo foram selecionados e convidados para uma nova avaliação. “O objetivo era estudar se as condições do nascimento tinham alguma repercussão com fatores relacionados a doenças crônicas como diabetes e hipertensão”, explicou a pediatra e pesquisadora da USP Heloisa Bettiol.

O resultado obtido foi que 10,4% dos nascidos por parto normal tornaram-se jovens obesos, enquanto os nascidos por cesárea somaram 15,2%, independente de fatores externos como nível socioeconômico, tabagismo ou atividade física.
A pediatra Heloisa Bettiol é uma das pesquisadoras da USP de Ribeirão Preto (Foto: Adriano Oliveira/G1)A pediatra 

“Uma hipótese para esse índice é a alteração no desenvolvimento ou na composição da microbiota intestinal. Alguns estudos também apontam que a cesariana está ligada a um risco maior de desenvolver alergias e alguns tipos de câncer”, afirmou Heloisa.

Saúde pública
Para a pediatra, o aumento do número de cesáreas no país é preocupante e oferece riscos para a saúde da população em longo prazo. Segundo Heloisa, entre 1978 e 2010 o índice desse tipo de parto nos hospitais de Ribeirão passou de 30 para 60%. “Em algumas maternidades chega a 90%”, criticou. “Estamos vivendo duas epidemias: de obesidade e de cesarianas. A cesárea pode não ser determinante para que o indivíduo se torne obeso, mas, com certeza, não é a melhor opção para a saúde da criança, que é o futuro adulto.”


Fonte: olhardireto.com.br

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