terça-feira, 2 de agosto de 2011

:: Hepatite, doença silenciosa ::

Hepatite, silenciosa, mas perigosa

 

A hepatite é a inflamação do fígado que pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. Geralmente não tem sintomas, mas quando eles aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjôo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

O fígado é responsável pela síntese e metabolização de proteínas, carboidratos e gorduras, desintoxica detritos metabólicos normais, medicamentos e produtos químicos ingeridos. A maioria das proteínas plasmáticas são sintetizadas no fígado, além disso é o principal sítio de gliconeogênese e regulador homeostase da glicose.

HEPATITE A:
Conhecida como hepatite infecciosa, hepatite epidêmica ou hepatite de período de incubação curto é causada pelo vírus A (HAV). Os sintomas podem aparecer de 15 a 50 dias após a contaminação (média de 30 dias).
A principal forma de contágio é a fecal-oral, por contato entre humanos ou água e alimentos contaminados. A transmissão poderá ocorrer 15 dias antes dos sintomas e até sete dias após o início da icterícia. A transmissão também pode ocorrer por relação sexual oral-anal (angilingus) por meio do contado da mucosa da boca de uma pessoa com o ânus de outra portadora da infecção aguda da doença.

Ela pode ser prevenida pela vacinação específica contra o vírus A, mas a melhor estratégia é a prevenção com melhoria das condições de vida, com adequação do saneamento básico e das medidas educacionais de higiene.Não existem casos de hepatite crônica pelo HAV e o prognóstico é excelente com possibilidade de recuperação completa.

HEPATITE B:

Viral e contagiosa é causada pelo vírus da hepatite B (HBV), anteriormente conhecida como soro-homóloga. 90 a 95% dos adultos se curas e 5 a 10% permanecem com o vírus por mais de seis meses, evoluindo para a forma crônica da doença. 90% das pessoas que nascem com a doença evoluem para a forma crônica e podem, no futuro apresentar cirrose e/ou carcinoma hepatocelular. Os sintomas aparecem de 30 a 180 dias após a contaminação (média de 70 dias).
A hepatite B crônica acontece quando a hepatite aguda persiste por mais de 6 meses. Os sintomas são, principalmente, fadiga, mal-estar e sintomas digestivos. Em alguns casos após anos de evolução pode aparecer cirrose, com icterícia, edema, ascite, varizes de esôfago e alterações hematológicas, pode evoluir também para hepatocarcinoma sem passar pelo estágio da cirrose.
Ela é transmitida por relação sexual sem proteção, procedimentos sem esterilização ou utilização de material descartável (intervenções odontológicas e cirúrgicas, hemodiálise, tatuagens, perfurações de orelha, colocação de piercings), compartilhamento de seringas, agulhas e outros equipamentos durante o uso de drogas), transfusão de sangue e derivados contaminados, transfusão vertical (mãe/filho), aleitamento materno, acidentes perfurocortantes.
A prevenção é feita com controle de bancos de sangue com triagem da doença, vacinação contra hepatite B, uso de equipamentos de proteção individual pelos profissionais da saúde e não compartilhamento de alicates de unha, lâminas de barbear, escova de dente, equipamentos para uso de drogas.

HEPATITE C:

Era responsável por 90% dos casos de e assim como a hepatite B é viral e contagiosa. É causada pelo vírus da hepatite C (HCV). Em média 80% das pessoas que se infectam não conseguem eliminar o vírus, evoluindo para as formas crônicas, os outros 20% conseguem eliminá-lo dentro de um período de 6 meses do início da infecção.
Os sintomas podem aparecer de 15 a 150 dias após a contaminação. A fase aguda é rara, mas quando aparece segue quadro semelhante ao das outras hepatites.
Na fase crônica os sintomas são, normalmente, fadiga, edema, ascite, varizes de esôfago, alterações hematológicas e hepatocarcinoma.
Os principais meios de contaminação são: transfusão de sangue e uso de drogas injetáveis, hemodiálise, acupuntura, piercings, tatuagem, drogas, manicures, barbearia, instrumentos cirúrgicos contaminados, relação sexual sem proteção, transmissão vertical e aleitamento materno, acidente ocupacional e transplante de órgãos e tecidos.
A prevenção é, assim como as outras, feita através de controle e higiene de materiais utilizados.


Fonte:junutri.wordpress


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